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Processo seletivo da licenciatura intercultural indígena - teko arandu: avaliando a entrada específica e diferenciada em um curso para os guarani e kaiowá na Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD

Cássio Knapp, Andérbio Márcio Silva Martins
Idioma: es

Resumen

O objetivo deste artigo é apresentarmos o Processo Seletivo da Licenciatura Intercultural Indígena - PSLIN, pondo em relevo as políticas de valorização e fortalecimento da língua materna dos candidatos a partir da avaliação das competências orais (falar e entender) e escritas (ler e escrever) que devem ser demonstradas nas fases da avaliação (Martins e Sales, 2012). Assim, o objetivo do texto é também ressaltar o ineditismo desse modelo de seleção em Licenciaturas Interculturais Indígenas no Brasil, visando também contribuir para as reflexões sobre o ingresso de indígenas em cursos específicos. Essa análise é realizada a partir da experiência dos autores, enquanto docentes dessa Licenciatura e a partir dos documentos que compõe o PSLIN, como: material de divulgação, edital e os critérios de avaliação. No que diz respeito ao ingresso nessa Licenciatura, os candidatos são submetidos a uma série de avaliações que se divide em quatro momentos: uma prova objetiva de diversas áreas do conhecimento, escrita em língua portuguesa; prova de redação para avaliar o domínio de escrita em língua portuguesa; prova de redação para avaliar o domínio de escrita em língua guarani; e uma avaliação oral em língua guarani para identificar o nível de fluência que cada candidato possui. Partimos do pressuposto de que é responsabilidade da Universidade contribuir com o processo de valorização da língua guarani: oralidade, leitura e escrita, uma vez que a língua, ao se tornar objeto de avaliação, passou a ter um lugar de prestígio ainda não alcançado em outros contextos (Martins e Knapp, 2015). Entretanto, alguns desafios para a manutenção e qualidade desse processo são aqui considerados: divulgação do processo, inscrição, elaboração e aplicação das provas, correção das redações, avaliação da competência oral, variação linguística, divulgação dos resultados e matrícula. Diante disso, realizamos uma reflexão crítica sobre a entrada diferenciada dos Guarani e Kaiowá em um curso específico da Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD.

Palabras clave

Licenciatura intercultural indígena; Teko Arandu; processo seletivo; guarani; kaiowá; políticas linguísticas


DOI: http://dx.doi.org/10.30972/riie.083667

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